Nas encostas do Xingó, às márgens do São Francisco,
Sentado sobre os penedos, eu contemplo o entardecer,
As ondas sequenciadas, pelos ventos empurradas
Que nas rochas vêm bater.
E não me canso de ver terras da minha fazenda,
As matas, o meu roçado, ouvindo o mugir do gado
Que alí chega pra beber.E a tarde cai molemente
Após dia de sol ardente.
Um relâmpago, distante, reluzindo a cada instante,
Serpenteia no nascente. Já ouço, longe,o trovão
E o gado fica nervoso prevendo chuva no chão.
O vento sacode a mata embalando-a lentamente
Se despedindo do dia abafado e muito quente.
As acauãs nas baraúnas preveem chuva com seus cantos
A asa branca da terra, distante canta dolente,
Bem escondida nas franças da mata verde da serra.
O inhambu canta insistente buscando sua companheira
Que vaga na capoeira perdida no matagal
Nas quebras da serrania, na mata densa fechada,
A juriti desgarrada canta triste o fim do dia.
Voam em busca dos seus ninhos periquitos em bandos
E tagarelas papagaios aproveitando do sol
A luz dos últimos ráios.
Nos fraguedos talhados grita o mocó assustado
Com maldito caçador que ali está camuflado
Ou com feroz cascavel, talvez com gato selvagem
Arisco, astuto e cruel que pisa fofo a ramagem
Rondando pelo cerrado
Na palma corre o veado fugindo dos caçadores
Todos buscam se livrar dos malvados predadores.
A natureza, sutil e consciente a palpitar
Se transforma a cada instante diante do meu olhar.
Chega a noite de mansinho envolvendo a cercania.
Reina silêncio na mata indicando o fim do dia
E os montes ajoelhados como monges meditando
Num silêncio natural suas orações rezando.
Era um quadro tão sublime, grandioso e encantador
Era a comunhão solene das obras do Criador.
E eu de olhos fitos no céu rezo minha Ave Maria
Agradecendo ao meu Deus pela Graça deste dia.
Esmeraldo de C. Feitosa
.
sábado, 30 de maio de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
"O OLHAR DE CRISTIANE "
Quando chego à tardinha
Vejo as moças na janela
Me desperta o olhar dela
Que me traz tanto carinho.
Eu confesso - fico louco,
Fico aflito e perturbado
E pensando passo a noite
Vendo os olhos meigos dela
Que me dizem tanto amor
Seguindo-me aonde vou
Encostada na janela
Esmeraldo C. Feitosa
CHORAR FAZ BEM?
Dizem que chorar faz bem
Ó que crença sem valia
Pois chorar só me faz bem
Quando eu choro de alegria
Esmeraldo C. Feitosa
Ó que crença sem valia
Pois chorar só me faz bem
Quando eu choro de alegria
Esmeraldo C. Feitosa
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
"AS TARDES NA FAZENDA SANTA LUCIA"
Na fazenda Santa Lucia
Nas márgens do S. Francisco
Às tardes passo a sonhar
Vendo a sequência das ondas
Os peixes n`agua a pular
Sentindo o cheiro das flores
Que exala forte no ar
E escutando a asa branca
Na mata densa a cantar
Oh!Sonha poeta, sonha
Que o sonho é teu pensar
É feliz quem tem no peito
Belos sonhos pra cantar
Deixa que voem teus sonhos
Deixa tua alma voar
Teu limite é o infinito
A ilusão é teu fadar
E nesse cenário lírico
Sonhos têm vida e grandeza
Meus sentimentos despertam
Tudo pra mim é beleza
Deus está presente em tudo
Minha alma sente leveza
Na harmonia do ambiente
Que oferece a natureza
Esmeraldo C. Feitosa
Nas márgens do S. Francisco
Às tardes passo a sonhar
Vendo a sequência das ondas
Os peixes n`agua a pular
Sentindo o cheiro das flores
Que exala forte no ar
E escutando a asa branca
Na mata densa a cantar
Oh!Sonha poeta, sonha
Que o sonho é teu pensar
É feliz quem tem no peito
Belos sonhos pra cantar
Deixa que voem teus sonhos
Deixa tua alma voar
Teu limite é o infinito
A ilusão é teu fadar
E nesse cenário lírico
Sonhos têm vida e grandeza
Meus sentimentos despertam
Tudo pra mim é beleza
Deus está presente em tudo
Minha alma sente leveza
Na harmonia do ambiente
Que oferece a natureza
Esmeraldo C. Feitosa
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