quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
- FILHOS DO NÃO -
Ó gente que passa pertences que raça?
Não vês a criança que chora faminta
Nos bancos da praça?
Essa alma que chora que a fome devora
É gente sofrida de pouca saída
Que pauta sua vida num sim num não
É flor pendida que brota carente
De fraco botão.
É gente penada que o crime reclama
Que vive do nada
De sorte trancada no cofre da lama
Herdou dos seus a marca da dor
Nasceu do não
Cresce sem fé tão pobre de amor
O quadro que pinta é triste pro olhar
Esmolas pedindo
Miséria na face no corpo e no ar.
Ó gente que passa
Que jaça profana macula tua raça!
Esquálidas crianças querendo comida
Dormindo famintas nos bancos da praça!
- Esmeraldo C. Feitosa
- SOLIDÃO -
É noite Juliana, tu partistes e eu estou só
O luar se debruça na janela do meu quarto
E me beija na cama acalentando-me
Ao canto do silêncio que embala minha solidão
Mas, |Juliana, já é madrugada e novo dia vai chegar
Então cantarei contente o sorriso da aurora
E ouvirei solene os deboches do sol
E o cochicho das flores.
Esmeraldo C. Feitosa
O luar se debruça na janela do meu quarto
E me beija na cama acalentando-me
Ao canto do silêncio que embala minha solidão
Mas, |Juliana, já é madrugada e novo dia vai chegar
Então cantarei contente o sorriso da aurora
E ouvirei solene os deboches do sol
E o cochicho das flores.
Esmeraldo C. Feitosa
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
- PAISAGEM DE INVERNO -
O tempo está virando, chega o inverno na serra
Prenúncio de fartura, sonho de minha terra
A campina tão seca,parecendo sem vida,
Torna alegre e florida com sua nova roupagem
Tal menina brejeira se mirando faceira
No espelho da paisagem
As aves voam em bandos ao sol das manhãs frias
Com suas asas esguias ensopadas de orvalho
Na hora do entardecer sempre cai chuva fina
No dorso da neblina que encobre toda a serra
E a boca fria da noite sopra uma brisa leve
Boa pra se dormir.
Nos tempos de São João o milharal se embala
Ao tom dos cantos dos ventos frios de inverno
Que levam bem distante o aroma adocicado
Do milho verde assado na brasa das fogueiras.
Há festa em toda parte
Ronqueiras, bacamartes...detonam toda a noite
E a cabocla dengosa pula toda fogosa
Agarrada ao namorado sobre o piso batido
Do ranchinho de palha na beira do roçado
Esmeraldo C. Feitosa
- AS DIMENSÕES COLORIDAS DA MINHA VIDA -
O verde brilho dos teus ternos olhos me fascina
O verde exuberante dos campos me acalenta
As cores suaves do nascer do sol me envolvem
E eu vivo fascinado com o verde dos teus olhos
Sonhante com o verde dos milharais de inverno
Envolvido no complexo colorido
Dos reflexos vitais do nascer do dia
- Esmeraldo C. Feitosa -
O verde exuberante dos campos me acalenta
As cores suaves do nascer do sol me envolvem
E eu vivo fascinado com o verde dos teus olhos
Sonhante com o verde dos milharais de inverno
Envolvido no complexo colorido
Dos reflexos vitais do nascer do dia
- Esmeraldo C. Feitosa -
- NOS TEMPOS DE INVERNO -
Bem cedo o galo canta na fria madrugada
Cochicha a passarada com o despertar do dia
A natureza exuberante, com roupagem cintilante
Cumprimenta a aurora pelo nascer do sol
As flores mais perfumadas,
Com ar de debochadas namoram o beija-flor
E a vida se acorda pra você
No inverno em minha terra
Tudo fala de amor desde o amanhecer
- Esmeraldo C. Feitosa -
Cochicha a passarada com o despertar do dia
A natureza exuberante, com roupagem cintilante
Cumprimenta a aurora pelo nascer do sol
As flores mais perfumadas,
Com ar de debochadas namoram o beija-flor
E a vida se acorda pra você
No inverno em minha terra
Tudo fala de amor desde o amanhecer
- Esmeraldo C. Feitosa -
domingo, 14 de dezembro de 2014
- AS TROVOADAS DE MINHA TERRA - (MINUÍM - Ba )
Nas mornas trovoadas que molham a terra
As matas florescem ao longo das serras
E as flores exalam seus doces perfumes
Na fresca manhã.
Nos grandes tapumes que crescem ao léu
Alojam-se enxames que fazem bom mel.
Nos vales tão férteis
As verdes pastagens matizam a paisagem
Num mundo de cores
Amando-se ao sol as aves contentes
Cantam estridentes e brincam nas flores.
Na tarde abafada ribomba o trovão
(O pai da coalhada)
Meninos fogosos de cordas nos ombros
Em cavalos sem sela montados no lombo
Conduzem no aboio a mansa boiada.
...........................................................
Assim é a terra do nosso sertão
Morre com o sol do intenso verão
E revive feliz ouvindo o trovão .
- Esmeraldo de C. Feitosa -
As matas florescem ao longo das serras
E as flores exalam seus doces perfumes
Na fresca manhã.
Nos grandes tapumes que crescem ao léu
Alojam-se enxames que fazem bom mel.
Nos vales tão férteis
As verdes pastagens matizam a paisagem
Num mundo de cores
Amando-se ao sol as aves contentes
Cantam estridentes e brincam nas flores.
Na tarde abafada ribomba o trovão
(O pai da coalhada)
Meninos fogosos de cordas nos ombros
Em cavalos sem sela montados no lombo
Conduzem no aboio a mansa boiada.
...........................................................
Assim é a terra do nosso sertão
Morre com o sol do intenso verão
E revive feliz ouvindo o trovão .
- Esmeraldo de C. Feitosa -
- APÓS O CALOR DESTA PRIMAVERA -
Fui frágil semente que sonhou virente/ Brilhar livre ao sol ao sabor dos ventos./ Ai!Como é difícil para um pobre germe neste mundo hostil, / Armar sua tenda e ter paz das sombra!Arrancou-me as aves... me desfiz nos ventos.../ Enfrentei batalhas, enfrentei tormentas/ E tremi de medo só, nas tempestades... / e galguei montanhas/ Na árdua travessia em busca da luz./ Agora, repousa na solene paz que me traz a idade/ Vendo minha prole Já se preparando/ Para prosseguir nessa caminhada/ Após o calor desta primavera.
- Esmeraldo C. Feitosa -
- Esmeraldo C. Feitosa -
sábado, 13 de dezembro de 2014
AH! ... O TEMPO ESSE VILÃO
O tempo passa célere
E a idade me atormenta
Meus cabelos prateiam
E as esperanças se vão
Restam só desenganos
De sonhos efêmeros
Que voaram serenos
Como pássaros dourados
No céu das ilusões.
Esmeraldo C. Feitosa
E a idade me atormenta
Meus cabelos prateiam
E as esperanças se vão
Restam só desenganos
De sonhos efêmeros
Que voaram serenos
Como pássaros dourados
No céu das ilusões.
Esmeraldo C. Feitosa
A O AMIGO POETA E PROFESSOR AURÉLIO LOIOLA
Esta carta poema foi cumprimentando o poeta por lhe ter sido concedido pela ACADEMIA TAUAENSE DE LETRAS o Título honorífico de Embaixador da Cultura.
Aurélio R. Loiola
Poeta apaixonado
Que sonha à beira mar
Vive pra sua gente
Sonha com os encantos
Os encantos de Tauá
Através dele conheço
Sua terra tão cantada
Os campos e suas flores
Seus montes e suas matas
Conheço sua história
Sua cultura e seus amores
Embaixador da Cultura
Que merecida honraria
O seu povo lhe outorgou
Sua terra está em festa
Meus cumprimentos-poeta-
Por essa prova de amor
Esmeraldo de C. Feitosa
Aurélio R. Loiola
Poeta apaixonado
Que sonha à beira mar
Vive pra sua gente
Sonha com os encantos
Os encantos de Tauá
Através dele conheço
Sua terra tão cantada
Os campos e suas flores
Seus montes e suas matas
Conheço sua história
Sua cultura e seus amores
Embaixador da Cultura
Que merecida honraria
O seu povo lhe outorgou
Sua terra está em festa
Meus cumprimentos-poeta-
Por essa prova de amor
Esmeraldo de C. Feitosa
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
-CARTA AO POETA POPULAR JOÂO SOARES DO MARANCÓ - Ba
Esta carta foi escrita em resposta a uma carta em que o poeta se mostrava muito preocupado com problemas familiares e com sua honra em face de um relacionamento amoroso sem o seu consentimento de pessoa de sua família.
Parece-me, caro poeta,/ Que sofre desilusão/ Aquele que faz poesia/ Escreve com o coração/ Senti em suas palavras/ Um canto de solidão./Suas palavras bem sábias/ De homem compenetrado/Mostrou-me outro sentido/No seu viver atrelado/Poesia e liberdade/ Passeiam de braços dados. /Com o valor que você tem/Precisa se libertar/Não fique a ver estrelas/ Deixando o tempo passar/ O bom poeta faz a hora/ Mesmo sem ela chegar. / O poeta é um ser forte/ Suporta a fome e a dor/Esquece que existe a morte/ Seja no perigo que for/ Não pratica a violência/ Porque nasceu pro amor. / Você não ficou sem nome/ "Poeta" sim é o nome seu/ Sua idade é o respeito/ E o valor que concebeu/ Ainda terá em dobro/ Tudo aquilo que já deu./ Dizer que o " namorador" É quem vive bem hoje em dia/É um erro muito em voga/ De rude filosofia/ Vive bem quem colhe os frutos/Do amor e da poesia. / A humilhação é defeito/ Que não convém a gente boa/ É fruto vil do atraso/ De gente fraca e atoa/ Quem tem valor não humilha/ Jesus foi rei sem coroa./O tempo para o poeta/ Não é de grande valia/ Ele se sente feliz/ Na beleza e na poesia/ E assim o tempo pára/ É minha filosofia.
O tempo não diz
Pra quem vive feliz
Que a vida passou
Mas ele é fatal
Se oprime e reprime
E não fala sublime
De coisas de amor.( lembre-se disso poeta).
- Esmeraldo de C. Feitosa
Parece-me, caro poeta,/ Que sofre desilusão/ Aquele que faz poesia/ Escreve com o coração/ Senti em suas palavras/ Um canto de solidão./Suas palavras bem sábias/ De homem compenetrado/Mostrou-me outro sentido/No seu viver atrelado/Poesia e liberdade/ Passeiam de braços dados. /Com o valor que você tem/Precisa se libertar/Não fique a ver estrelas/ Deixando o tempo passar/ O bom poeta faz a hora/ Mesmo sem ela chegar. / O poeta é um ser forte/ Suporta a fome e a dor/Esquece que existe a morte/ Seja no perigo que for/ Não pratica a violência/ Porque nasceu pro amor. / Você não ficou sem nome/ "Poeta" sim é o nome seu/ Sua idade é o respeito/ E o valor que concebeu/ Ainda terá em dobro/ Tudo aquilo que já deu./ Dizer que o " namorador" É quem vive bem hoje em dia/É um erro muito em voga/ De rude filosofia/ Vive bem quem colhe os frutos/Do amor e da poesia. / A humilhação é defeito/ Que não convém a gente boa/ É fruto vil do atraso/ De gente fraca e atoa/ Quem tem valor não humilha/ Jesus foi rei sem coroa./O tempo para o poeta/ Não é de grande valia/ Ele se sente feliz/ Na beleza e na poesia/ E assim o tempo pára/ É minha filosofia.
O tempo não diz
Pra quem vive feliz
Que a vida passou
Mas ele é fatal
Se oprime e reprime
E não fala sublime
De coisas de amor.( lembre-se disso poeta).
- Esmeraldo de C. Feitosa
- CARTA AO PROFESSOR E POETA AURÉLIO LOIOLA -
Esta carta foi escrita quando o poeta se mostrou ressentido com alguma crítica sobre o seu jornalzinho de relacionamento "ACONTECÊNCIAS".
Caro poeta e amigo
Com orgulho, escreva sem temor
E leve a cultura pra essa gente
Dissemine suas idéias consciente
Cantando sua terra com amor
Poderá não ter por pagamento
O vil metal que corrompe a boa fé
Mas, o sublime ideal de um poeta
É ter no peito um sonho pra cantar
E alegrar com seu canto a multidão
No dedilhar plangente
Das cordas do coração
Não se preocupe, meu caro poeta,
Se inveja e críticas lhe atingirem!
Isso é comum e ocorre em toda parte
Nem todos que nos cercam são capazes
De entender a grandeza de uma arte.
Esmeraldo de C. Feitosa
Caro poeta e amigo
Com orgulho, escreva sem temor
E leve a cultura pra essa gente
Dissemine suas idéias consciente
Cantando sua terra com amor
Poderá não ter por pagamento
O vil metal que corrompe a boa fé
Mas, o sublime ideal de um poeta
É ter no peito um sonho pra cantar
E alegrar com seu canto a multidão
No dedilhar plangente
Das cordas do coração
Não se preocupe, meu caro poeta,
Se inveja e críticas lhe atingirem!
Isso é comum e ocorre em toda parte
Nem todos que nos cercam são capazes
De entender a grandeza de uma arte.
Esmeraldo de C. Feitosa
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
- O RIACHO DO MINUIM - Escrito para estimular a construção de uma barragem.
Ó meu querido riacho/ quem te vê aí parado/ nesse leito tão simplório/ sem pompa e sem galhardia/ / não pode crer na história/ que tu tens pra nos contar!/Não sabe que em tempos idos/ nesses poços entupidos/belas índias displicentes/ se banhavam livremente/ sob as craibeiras floridas/ contemplando as lindas garças/ sobrevoando tuas margens/ na liberdade total/ da plena vida selvagem!/ Não sabe que deste pouso/ ao desbravador já cansado/ de romper brutal caatinga/ na trilha fresca do gado!/Nem sabe que viste um dia/ numa manhã de verão/ um forasteiro chegar/fincar nas suas margem um mourão/ formando nesse local / ativa povoação!/ Nem viu teu leito repleto/de gado brabo sedento/ e de fogosos jumentos/ que buscavam tuas cacimbas/nas secas mais prolongadas/ pra sugar o choro d`agua/ na frouxa areia molhada!/ Também não sabe que ali/ no teu leito mais macio/ as espécies se cruzavam/ num breve amor casual/ no calor forte do sexo/ da simples vida animal!/ Não sabe que noutros tempos/ as cacimbas do Trapiá nos supria/ de água fresquinha e sadia/ e o Poço Grande e Pau Ferro/ ensinavam a nadar/ a juventude da terra/ que ia ali se banhar/ nas claras noites de lua/ correr na areia macia / alegre brincando nua!/ Não sabe que foste escola/ pros filhos da região/ que ensinaste a teus vaqueiros/ usar com fé o gibão/ na trilha dos bois bravios / pra amansá-los ao cambão!/Ó velho riacho seco/quem te vê assim tão manso/ não faz fé no teu vigor/ quando pipoca o trovão/ quando levantas do leito/ seguindo tua direção/ buscando o curso do rio/ aonde vais desaguar/ na natural atração/ dos olhos verdes do mar!/ Como pareces teu povo/ velho riacho caboclo/ deste tanto a tanta gente/ e recebeste tão pouco!/ Mas um dia meu velho amigo/ o sol vai brilhar conte/ sobre teu vale esquecido/ tuas enxurradas valentes/ farão remanso contidas/ no boqueirão lá da serra.../ um dia serás velho riacho/ a redenção desta terra/ e nesse vale tão fértil/ tudo será produção/ do outono ao inverno frio/ da primavera ao verão!/Um dia meu velho riacho/ serás o orgulho da gente/ e teu povo humilde e forte/ cantará feliz suas glórias/ nas épocas de lua cheia/ como nos tempos d`outrora/ em lindos versos de amor/ sentado na tua areia.
- Esmeraldo de C. Feitosa -
- Esmeraldo de C. Feitosa -
domingo, 7 de dezembro de 2014
- MENINO DE RUA -
Travesso menino que vaga nas ruas
Criança faminta, selvagem criança
Que a fome gerou.
Dormindo ao relento
Burlando...burlando...
Puxando...Puxando...
Do vício vivendo no crime ficou.
Menino de rua
O homem futuro
Que o homem moldou
Quando o dia amanhece
Levanta assustado
Boceja cansado
Quebrado da noite
De bolsos vazios
Sem nada nas mãos
Enfrenta a existência
Na busca do pão
Criança madura,
Pálida criança
A gente futura!...
Criança atrevida
Que o ódio domina
Vítima inocente
Do arrojo da lida
Dos calos da mente
Do homem descrente
Da ciência falida
Criança forjada
No gen da miséria
É prole perdida.
Esmeraldo C. Feitosa
Criança faminta, selvagem criança
Que a fome gerou.
Dormindo ao relento
Burlando...burlando...
Puxando...Puxando...
Do vício vivendo no crime ficou.
Menino de rua
O homem futuro
Que o homem moldou
Quando o dia amanhece
Levanta assustado
Boceja cansado
Quebrado da noite
De bolsos vazios
Sem nada nas mãos
Enfrenta a existência
Na busca do pão
Criança madura,
Pálida criança
A gente futura!...
Criança atrevida
Que o ódio domina
Vítima inocente
Do arrojo da lida
Dos calos da mente
Do homem descrente
Da ciência falida
Criança forjada
No gen da miséria
É prole perdida.
Esmeraldo C. Feitosa
- IDÍLIO DE UMA PLANTINHA SOLITÁRIA -
Ai! Não queira imaginar
Quanto sofri por saudade
Que sua ausência deixou!
Passei sede por maldade
De tudo que aqui ficou!
Saiba, ó minha senhora,
Passei sede até de amor.
Os dias eram muito longos
As noites de insônia infinda
Pensando tão impaciente
No dia feliz da sua vinda.
Hoje, satisfeita estou...
Ah, que bom você voltou!...
É muita felicidade
Pra uma plantinha tão só
Que vivia sem uma flor
Sobre uma mesa largada
Sem água, sem luz,sem chão
Pobremente alimentada
De amor, de olhar, de ilusão.
Esmeraldo de C. Feitosa
Quanto sofri por saudade
Que sua ausência deixou!
Passei sede por maldade
De tudo que aqui ficou!
Saiba, ó minha senhora,
Passei sede até de amor.
Os dias eram muito longos
As noites de insônia infinda
Pensando tão impaciente
No dia feliz da sua vinda.
Hoje, satisfeita estou...
Ah, que bom você voltou!...
É muita felicidade
Pra uma plantinha tão só
Que vivia sem uma flor
Sobre uma mesa largada
Sem água, sem luz,sem chão
Pobremente alimentada
De amor, de olhar, de ilusão.
Esmeraldo de C. Feitosa
sábado, 6 de dezembro de 2014
"GATINHAS" BRONZEADAS - Praia de Boa Viagem -Recife-PE
Meninas modernas queimadas do sol
Que fazem serestas e adoram o luar
Seus sonhos floridos só dão aventuras
Na rota do sexo, no embalo do mar.
Sorriso nos lábios falando dengosas
De andar atraente,gingando manhosas
Entendem de tudo num simples olhar.
"Gatinhas" bronzeadas
São peixes d`areia que ferem pudor
São lindas sereias chamando pro amor
São ternas gatinhas que fogem do lar
São flores da vida saídas dos galhos
Que exalam perfume à beira do mar
- Esmeraldo de C. Feitosa -
Que fazem serestas e adoram o luar
Seus sonhos floridos só dão aventuras
Na rota do sexo, no embalo do mar.
Sorriso nos lábios falando dengosas
De andar atraente,gingando manhosas
Entendem de tudo num simples olhar.
"Gatinhas" bronzeadas
São peixes d`areia que ferem pudor
São lindas sereias chamando pro amor
São ternas gatinhas que fogem do lar
São flores da vida saídas dos galhos
Que exalam perfume à beira do mar
- Esmeraldo de C. Feitosa -
- GIGI " PIMENTA"
Garota imatura
De roupa colante
Que quebra tabus
Com grupos que sai
De jeito manhoso
Com ar arrogante
Mascando chiclete
Falando "bai bai"
Tem dentes tingidos
Da vida fumante
Tem tosse e pigarro
Dos vícios que tem
Se julga moderna
E fuma elegante
Soltando fumaça
Com ar de desdém
Garota rebelde
Que abusa da bola
Que vive de sonhos
No mundo da lua
Namoro mais sério
Com ela não cola
Aceita os amores
Que encontra na rua
Só lê as revistas
De sexo e terror
Que falam de crimes
De gente "avançada"
Saindo com homens
De pouco pudor
Não sente no jogo
Que perde cartada
Garota consumo
Que o sonho a seduz
Sem fé e sem tino
Não serve pro lar
É fruto da vida
Maduro sem luz
Que vive pro sexo
Mas prole não dá.
De roupa colante
Que quebra tabus
Com grupos que sai
De jeito manhoso
Com ar arrogante
Mascando chiclete
Falando "bai bai"
Tem dentes tingidos
Da vida fumante
Tem tosse e pigarro
Dos vícios que tem
Se julga moderna
E fuma elegante
Soltando fumaça
Com ar de desdém
Garota rebelde
Que abusa da bola
Que vive de sonhos
No mundo da lua
Namoro mais sério
Com ela não cola
Aceita os amores
Que encontra na rua
Só lê as revistas
De sexo e terror
Que falam de crimes
De gente "avançada"
Saindo com homens
De pouco pudor
Não sente no jogo
Que perde cartada
Garota consumo
Que o sonho a seduz
Sem fé e sem tino
Não serve pro lar
É fruto da vida
Maduro sem luz
Que vive pro sexo
Mas prole não dá.
- A LUZ DOS TEUS OLHOS -
Já corri mundos e pisei estrelas
Buscando a luz que nos teus olhos vi...
Que rude engano que destino triste!...
Por mais que corra mais distância existe
Por mais que busque não consigo tê-la
Buscando a luz que nos teus olhos vi...
Que rude engano que destino triste!...
Por mais que corra mais distância existe
Por mais que busque não consigo tê-la
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
- A FLOR TRISTE -
Triste flor/ Na mesa triste/É a flor triste/ Que eu vejo/ Contraste triste/ Com a dona alegre/ Que cora triste/ Velando o pejo/ Passando a mão/ Nas suas pétalas/ Sorrindo meiga/ Lhe dando beijos.
Esmeraldo de C. Feitosa
Esmeraldo de C. Feitosa
CARTA PRA ZÉLIA (pela passagem do seu aniversário)
Minha estimada irmã/ Gostaria de estar com você/ no seu aniversário/Mas não posso. Também não faz falta!Nesse mundo natural/ Onde vive e canta/Há muita saudade/Mas, falta, nem tanta. Sei que terá o orvalho/ brilhando ao sol/ das manhãs de junho/ e a terna passarada/ cantando contente/ na fria madrugada aí da serra/ como de costume em nossa terra/. Mas fico triste estando ausente/ e não poder cantar"Parabéns pra você". / Sei que é bobagem/ pois ouvirá melhor /o canto do guigó na mata selvagem/ acordando a vida pra lhe ver/ tendo como cenário/ a virente paisagem/ abrindo-se à sua frente/ logo ao amanhecer. /Por certo não lhe faltarão as palmas/ e o canto festivo do galo,/ desde madrugada/ para agradá-la,/ o mugir do gado na cancela,/ a canção sisuda do peru/ e, nas quebradas da serra, o pio distante do jacu.../ ou, na capoeira,/ a voz da nhambu faceira/ disfarçada na folhagem../tudo isso em sua homenagem./Talvez ouça o pio triste / e insistente da perdiz/ perdida na plantação!/ Porém, num final feliz/ tudo é alegria pra festejar seu dia./Mas, minha irmã, fique sabendo/que fiquei sofrendo/ por não poder abraçá-la/ nessa solene ocasião/ porém, mando carinho e o afeto inteirinho/ que trago guardado/ no meu coração.
Esmeraldo de C. Feitosa
Esmeraldo de C. Feitosa
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