segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DEVANEIO

Na vida
todos meus passos dei
na busca da liberdade
e já me cansei
dessa luta de bravo
nem sequer contas me dei
que a cada passo meu
mais e mais me fiz escravo

CONSELHO A UM AMIGO

Quando a dúvida te perseguir
a depressão te atormentar
e não te aparece uma saida
nem alguem pra te consolar
abra teu coração
acesse o site Divino
e mande um email pra teu Deus
e com certeza
ele te atenderá

PÓ NA VENTANIA

Dentro do projeto Divino
no complexo amplexo
da Cosmogenia
um dia fui argila
outro ser fui um dia
fui orvalho fui granizo
fui rocha na penedia
fui lodo na vazante
fui pó na ventania
No câmbio dos elementos
fui grafite e diamante
fui amado e fui amante
fui ódio e fui amor
No laboratório da vida
somos lixo reciclado
que a natureza criou

MINHA PROMESSA

Eu sou filho de outras terras
vim aqui por devoção
vim pagar uma promessa
pra chover no meu sertão

Essa graça já alcancei
meu roçado já plantei
já colhi milho e feijão

Só Deus sabe o que sofri
pra chegar em Juazeiro
passei fome nas estradas
machuquei meus pés no chão
mesmo assim estou feliz
sou romeiro meu patrão
trago a fé dentro do peito
no Padim Ciço Romão

domingo, 29 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

IRONIA

O sol que brilha
distante no céu
te beija ó flor
A lua bem clara
brincando no véu
te afaga amor
Mas eu tão perto de ti
não posso sequer
sentir o aroma
dos teus cabelos

sábado, 21 de novembro de 2009

- O AMANHECER NA SERRA -

Ah Lis!
Se você estivesse
comigo lá na serra
no amanhecer do dia
veria o sol da vida
brincar sobre o orvalho
o beija-flor rondar
o perfumado galho
que abriga lindas flores.
Eu sei que gostaria
daquela brisa fria
tocando os seus cabelos
trazendo o doce aroma
da flor desabrochada
pelo raiar do dia!
De ouvir a passarada
que desde a madrugada
gorjeia sem parar
na terna liberdade
que reina lá na serra...
Oh,Lis!
sinto você não ver
O belo amanhecer
dos dias na minha terra

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

- FLAGELO -

O carro de boi geme
carregado de carvão
na estrada poeirenta

Rolos de fumaça branca
saida das entranhas
da terra ressequida
sobem como abutres
dos fornos crematórios
onde ardem os restos mortais
da caatinga pobre e nua

A tocha rubra do sol
caustica a face sofrida
do carreiro obstinado
e os bois magros e lerdos
cochilam na trilha estreita
aos ruidos do seu pesado fardo

A cauã tão fatalista
já não canta lá na serra
mais chuva pro sertão...
tudo é miséria e solidão...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NEM CERTO SEI SE VOU

A faina rude e escrava
entorpece cruel
a minha sensibilidade
e eu não sinto o apagar
lento das ilusões
enquanto o tempo
como terrivel vendaval
destrói um a um meus
castelos construidos
na via láctea dos meus
sonhos. A vida nua
escancara seus dentes
como loba faminta
e entre apupos e aplausos
eu trilho solitário
a estrada que se encontra
à frente dos meus pés
e não sei aonde vou
nem certo sei se vou

SE AS PESSOAS FOSSEM COMO AS FLORES DO CAMPO

Ah!Se as pessoas fossem
humildes
como as flores do campo
que entre as folhas vivem!
Do bosque solitário
perfumam nossa estrada
e não nos pedem nada,
nem mesmo nosso olhar.
Oh!Quanta paz teriamos
se as pessoas fossem
humildes
como as humildes flores
do campo
que suspiram de amores
no frio das madrugadas
e não nos pedem nada
nem mesmo o nosso olhar...
e nas manhãs despertam
lindas e perfumadas
e não nos pedem nada
nem mesmo o nosso olhar

- NUVENS BRANCAS -

Nos tempos de minha infância
na fazenda onde nasci
eu deitava sobre a relva
nas tardinhas de verão
pra olhar as núvens brancas
passeando lá no céu
formando carneirinhos
meu rebanho de ilusão

Na minha adolescência
nos devaneios da idade
aquelas núvens brancas
formavam lindas jovens
flutuando nas alturas
bailando...bailando ao léu
atirando-me cândidos beijos
do palco azul do céu

Hoje,aquelas núvens brancas
das tardinhas de verão
são retalhos de lembranças
da minha época de criança
dos meus tempos de ilusão

-A VIDA-

A vida,meu caro amigo,
é um livro fatalista
que vai virando suas páginas
ao rude passar dos dias
E cada página aberta
É mais sonho e fantasia
de desejos incontidos
e efêmeras ilusões...
E no curso embrutecido
desse eterno devaneio
em busca do que queremos
passa o tempo e não sentimos
vai-se a vida e não vivemos.

UM RAIO DE LUZ

Sei que existes
Onde estás não sei
Mas,acende
Tênue raio de luz
No infinito escuro,
Um sinal terei,
Certamente achar-Te-ei
Eu juro!

AH! COMO EU QUERIA!...

Eu queria ter um amor
com a ternura do luar
que me amasse pra valer
que vivesse pra me amar
e que a luz do seu olhar
sobre a minha solidão
enchesse meu coração
de sonhos pra cantar

Eu queria ter um amor
que vivesse pra me amar
que dormisse em meus braços
no calor dos meus abraços
cansado de tanto amar

Ah!meu Deus,como eu queria
ter um amor pra me amar!!!.