domingo, 31 de janeiro de 2010

APOLOGIA Á LIBERDADE

Eu não quero ser como o canarinho
que cativo canta com a luz do dia
entre as rudes grades de masmorra sórdida
por banal desejo ou brutal mania

Eu quero ser livre como o beija-flor
que tão livre voa com o arrebol
a beijar as flores lindas e perfumadas
que se abriram cedo pela madrugada
momentos antes do nascer do sol

Eu quero ser livre como a ventania
que balança o milho no plantio de inverno
a beijar a face e os cabelos soltos
da matuta bela de olhares ternos

Eu quero ser livre pra cantar meus versos
dizer neles tudo o que sinto e penso
quero a liberdade presa em minhas mãos
pra que eu a semeie no universo imenso.

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