O carro de boi geme
carregado de carvão
na estrada poeirenta
Rolos de fumaça branca
saida das entranhas
da terra ressequida
sobem como abutres
dos fornos crematórios
onde ardem os restos mortais
da caatinga pobre e nua
A tocha rubra do sol
caustica a face sofrida
do carreiro obstinado
e os bois magros e lerdos
cochilam na trilha estreita
aos ruidos do seu pesado fardo
A cauã tão fatalista
já não canta lá na serra
mais chuva pro sertão...
tudo é miséria e solidão...
sábado, 14 de novembro de 2009
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