Travesso menino que vaga nas ruas
Criança faminta, selvagem criança
Que a fome gerou.
Dormindo ao relento
Burlando...burlando...
Puxando...Puxando...
Do vício vivendo no crime ficou.
Menino de rua
O homem futuro
Que o homem moldou
Quando o dia amanhece
Levanta assustado
Boceja cansado
Quebrado da noite
De bolsos vazios
Sem nada nas mãos
Enfrenta a existência
Na busca do pão
Criança madura,
Pálida criança
A gente futura!...
Criança atrevida
Que o ódio domina
Vítima inocente
Do arrojo da lida
Dos calos da mente
Do homem descrente
Da ciência falida
Criança forjada
No gen da miséria
É prole perdida.
Esmeraldo C. Feitosa
domingo, 7 de dezembro de 2014
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