Nas mornas trovoadas que molham a terra
As matas florescem ao longo das serras
E as flores exalam seus doces perfumes
Na fresca manhã.
Nos grandes tapumes que crescem ao léu
Alojam-se enxames que fazem bom mel.
Nos vales tão férteis
As verdes pastagens matizam a paisagem
Num mundo de cores
Amando-se ao sol as aves contentes
Cantam estridentes e brincam nas flores.
Na tarde abafada ribomba o trovão
(O pai da coalhada)
Meninos fogosos de cordas nos ombros
Em cavalos sem sela montados no lombo
Conduzem no aboio a mansa boiada.
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Assim é a terra do nosso sertão
Morre com o sol do intenso verão
E revive feliz ouvindo o trovão .
- Esmeraldo de C. Feitosa -
domingo, 14 de dezembro de 2014
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